Literatura

Era uma piscina sem bolinhas de água e sabão, uma discoteca em meio salão. Meio, pois os dançarinos ocupavam o outro meio. Aqueles que  quem é do meio consegue interagir. Aquele funk soul sudo nacional afro descendente fazia contente aqueles do primeiro meio. Eles mergulhavam, se traziam à borda e ocupavam a primeira metade do salão, na piscina.

Uma festa de chegada, assim, no meio do nada, não  nada que esperar. Sempre foi um vai e vém de um monte de gente que não se esquece e a gente vai crente, de lembrar de todo mundo no dia seguinte.

Reescrevendo as histórias infantis.

Mágico de Oz

Como era a história mesmo?

Reflexão da janelaO céu cinza parece confortável. Engana um pouco o calor do sol - engana, pois continua quente do mesmo jeito, abaixa um pouco aquela claridade estonteante e fica ótimo para registrar a cena urbana em fotografias. Gosto de fotos, para recordações e outras coisas. Prefiro as impressas. Se toda foto tirada digitalmente tivesse um dispositivo que nos obrigasse a imprimí-las, seria uma maravilha. Todos os momentos registrados, impressos. Como aquelas crenças de resoluções para um novo ano, que algumas pessoas insistem em escrevê-las em um papel.

Quando tive o primeiro contato com uma máquina fotográfica não tinha forma de ver a foto sem que fosse impressa. depois do filme revelado e impresso no laboratório, que podíamos gostar ou não do que foi registrado. Isso era S.E.N.S.A.S.I.O.N.A.L! Sério mesmo. A maioria ficavam ruins, mas isso não era motivo de dispensar uma memória.

A brincadeira é simples. Coisa que muita gente já fez e se ainda não fez, recomendo experimentar. Já até publiquei um duo poético aqui, faz tempo. Explico de novo como funciona:

Pode ser feito com duas ou mais pessoas. No caso "duo", é de dois (lógico). Uma folha em branco e uma caneta (ou qualquer coisa que escreva). Cada um escreve uma linha e dobra o papel, de forma que o próximo a escrever não veja o que já foi escrito. Vai repetindo o processo até que o papel acabe. Depois veja no que deu e se necessário, faça uns ajustes.

Nesse poema, estávamos de bobeira com a cerveja e aconteceu o seguinte:

aqui, nesse momento
o telefone toca e não atendo
continuo na mesma
a cerveja é boa e o cigarro acabou
desde que começou
gosto da noite e não quero dormir
vontade de continuar
com a música na cabeça, pensando em você
acabando com todo tormento

Leonardo Silva e Ana-Christina Veit

Por indicação do Léo, estava eu aqui fazendo minha pesquisa, assuntando alguns sites. Sinceramente, desconhecia a magnitude do planeta blogosfera. Fui clicando igual louco nos vááários tópicos e tudo funcionou como deveria de ser. Gostei, achei interativo, engraçado, autentico e tem assunto pacaraiu! Fiz uma pausa na pesquisa de campo por volta das meianoiti pra dar um roléx básico, afinal é sexta-cheira, digo... sexta-feira... tal e coisa!

Eu presisava falar com o Diogo de Jesus e sabia que talvez pudesse encontrá-lo lá no Bar da Múmia, a dois quarteirões aqui de casa, ao fundo da igreja da Matriz. Bem, ele é um dos desassistidos assistido pelo nosso "programa de controle de homicídios" e eu tinha que dar uma notícia importante pra ele (no lugar de controle, poderia ser erradicação né?). Pois Zé! Ele está passando por umas intempéries na sua vidênha e nosotros estamos tentando ajudá-lo a se proteger de uns malelemento que querem o seu mal.

Victor Pitombeira, Panettiere. Atua, escreve e estuda a vida introspectivamente.

Preparando um poema

dá dois quilos de palavras
de preferência
que estejam bem frescas.
se não tiver,
pode ser umas
que estejam bem conservadas.

O Davi, meu filho, fez 2 anos no dia 3 de maio que passou. Infelizmente, por causa do acúmulo de tarefas e da sobrecarga no trabalho, não pude ir vê-lo em Minas Gerais e nem criar alguma coisa interessante em homenagem a ele para publicar aqui. Xurumelas de lado, fica mais um poema ao Davi, que quando recitado se encaixa em uma música instrumental feita por mim, a algum tempo - pra não dizer antiga.

Subi no pedestal só pra ver como eram as coisas lá de cima. Gostei da adrenalina, desci pela humildade. Calei para não causar constrangimento, sem me sentir constrangido. Sentimento mexe com a gente e em muitos casos é fácil ser confundido. Saber separar não é dom. Consciência não é sinônimo de intelecto, muito menos de frieza. Evito o duplo sentido, para dar certeza. É mais difícil evitar as metáforas.

eu gosto tanto dela( s )
ela( s )
bela( s )
me deixa( m ) sem rumo
mesmo que eu não esteja ali

de tanto ver novela( s )
eu pensei
que ela( s )
fosse( m ) um tipo
cinderela( s )
que me mostraria( m )
um pouco
talvez muito
mais de mim