Educação

Faltou às aulas de história e não lembra quais são as Capitanias Hereditárias do Brasil? Vou ajudar:

Capitanias Hereditárias

Tem treta tirando maior chinfra.

Frederico,

Parece-me uma contradição você dizer que não desenvolveu sua capacidade de pensar criticamente e escrever um ensaio no qual demonstra claramente que aprendeu a pensar criticamente. O que se passou? Podemos ser um pouco otimistas e dizer que você aprendeu algo neste semestre?  Creio que você está em pleno processo de aprendizado e devo lhe dar os parabéns por isso. Notei, entretanto, que em seu texto, um pouco de decepção com algumas situações do passado e do presente. Tudo que posso dizer é que estarei à disposição para que você possa sentir-se em um ambiente verdadeiramente educativo. Mas saiba que nem sempre nossas expectativas com professores, colegas ou livros podem ser satisfeitas. Contudo, você provou com seu ensaio que é capaz de aprimorar-se, de desenvolver seu raciocínio lógico, de fazer filosofia genuína se continuar firme nos estudos. Em apenas um semestre você parece ter aprendido o que é bom na filosofia.

Parabéns!
Nota: 10,0 (dez)

Caro professor,

Fiquei surpreso e muitomuito contente com a minha nota. Entendo, quando você diz que uma contradição no meu texto e concordo com essa afirmação. O que se passou foi, que de fato eu não desenvolvi um olhar crítico no ensino médio, mas sim após terminá-lo durante os anos em que estive fora da escola, o que é no mínimo irônico. Felizmente, tive algumas boas oportunidades na vida, de viajar, por exemplo, conhecer muitos outros lugares e países. Essa experiência foi crucial no desenvolvimento da minha capacidade intelectual. Creio que venha daí "o meu pensar criticamente". bem mais tarde retornei aos estudos e agora me vejo muito estimulado a estudar, de forma que acredito que aprendi sim, algo importante nesse semestre, além do conteúdo das disciplinas. Aprendi que ser honesto e sincero consigo mesmo em primeiro lugar e também com os demais é o primeiro passo em direção ao objetivo que se pretende alcançar.

Obrigado pela compreensão e disposição.

feliz da vida.
Frederico.

O que estou aqui defendendo é que se o professor de filosofia contemporâneo observasse o método Socrático e fosse rigoroso tal qual Sócrates o era no ensino de filosofia, oferecendo ao aluno a oportunidade de expressar-se, a qualidade e o resultado obtidos seriam sem sombra de dúvida mais benéfico e vantajoso para ambos os lados, visto que o aluno estaria desenvolvendo as competências citadas para desfrutar ao máximo da sua capacidade intelectual, aprendendo de fato a filosofar e não apenas a rever a história feita por mestres como Sócrates, Platão, Aristóteles, dentre outros.

Nos diálogos Platônicos, que se dividem em: Socráticos, intermediários ou lógicos, há sempre um interlocutor que conduz, questiona, corrige e direciona o debate e de outro personagem que busca responder, exercitando desse modo sua capacidade de dialogar, raciocinar, refutar, argumentar, bem como também, de enfrentar o esforço que requer a atividade filosófica. Isso tudo corresponde ao que caracteriza o método Socrático, ao que parece foi banido para longe das salas de aulas, relegado ao esquecimento.

Frederico Gonçalves – 1º período – 11.2.5011

Será que aprendemos de fato algo com os ensinamentos de Sócrates escritos por Platão?

A resposta a essa indagação é não. Este ensaio tem por principal objetivo, defender o estilo Socrático como método de ensino de filosofia como uma prática a ser aplicada nas escolas e universidades, inter-relacionando o diálogo de Platão “Mênon”, com as dificuldades enfrentadas por professores e alunos na hora da prática educativa e do aprendizado, propondo uma breve discussão sobre os rumos do fazer filosófico, especialmente na academia.