O Davi, meu filho, fez 2 anos no dia 3 de maio que passou. Infelizmente, por causa do acúmulo de tarefas e da sobrecarga no trabalho, não pude ir vê-lo em Minas Gerais e nem criar alguma coisa interessante em homenagem a ele para publicar aqui. Xurumelas de lado, fica mais um poema ao Davi, que quando recitado se encaixa em uma música instrumental feita por mim, a algum tempo - pra não dizer antiga.

meu coração quando te vê
é um poço sem fundo
cheio de alegria
dobra, redobra e desdobra o mundo
na face do riso
deslumbrado de fato
multiplica
replica o ato
o carinho da mão no rosto
o beijo, o abraço
o salto melhor que o do gato
sente tanto
estupefato
harmonia em movimento
numa canção confortável e acolhedora
pula, brinca, salta, joga bola
canta, vira cambalhota
toca um instrumento
vira ao contrário
e depois
de lado
gira, volta
depois vai
desmasiado contente
fica permanente
extasiado
num momento estipulado
pela vida
extremo calmo
roda, grita
sem pirraça
estilhaça
tudo o que não cabe
dentro
ao reverso
dentro
tudo o que não cabe
estilhaça
sem pirraça
roda, grita
extremo calmo
pela vida
num momento estipulado
extasiado
fica permanente
desmasiado contente
depois vai
gira, volta
de lado
e depois
vira ao contrário
toca um instrumento
canta, vira cambalhota
pula, brinca, salta, joga bola
numa canção confortável e acolhedora
harmonia em movimento
estupefato
sempre tanto
o salto melhor que o do gato
o beijo, o abraço
o carinho da mão no rosto
replica o ato
multiplica
deslumbrado de fato
na face do riso
dobra, redobra e desdobra o mundo
cheio de alegria
é um poço sem fundo
meu coração quando te vê