Subi no pedestal só pra ver como eram as coisas lá de cima. Gostei da adrenalina, desci pela humildade. Calei para não causar constrangimento, sem me sentir constrangido. Sentimento mexe com a gente e em muitos casos é fácil ser confundido. Saber separar não é dom. Consciência não é sinônimo de intelecto, muito menos de frieza. Evito o duplo sentido, para dar certeza. É mais difícil evitar as metáforas.
Penso em sentimento quando me falam sobre amor. Ninguém depende de outro para sentir. É interno. Assim como felicidade. Sentimento pode depender de situação, que por sua vez, foi relacionada a alguma pessoa, por ato, tragédia ou fato. Em sã consciência, digo que alguma pessoa não é diretamente ligada à situação, pois essa é criada internamente. Neste caso, alguma pessoa é como um objeto que apareceu no meio do caminho. Alguém para ser responsável.
Amor é incondicional. Por isso, não depende de palavras, e-mails, telefonemas, sms, proximidade, de pessoa ou situação. Não é labirinto e nem precisa ser descoberto. Amor sofrido não é amor. É redenção, imposição, propriedade, consumismo, qualquer coisa, menos amor. A metade da laranja se enroscou com o espremedor de suco e ficou esperando telefonema no dia seguinte, além de ter ficado oca. O espremedor de suco saiu molhado e se lavou, esperando outras metades. Os dois viveram felizes para sempre.
Nunca mais e para sempre são tempos impalpáveis, fora da nossa realidade. Já ouvi falar de alguns nomes que viveram a centenas de anos antes, mas do Uga Bando que fez descobertas incríveis para seu povo e que assobiava quando queria acasalar, ninguém fala.
Sincronia e relatividade podem ser concretos, prováveis e conscientes. Assim como o meu amor, que não é interferível, é independente e se cala quando durmo.
Não precisa entender.
Fase quatro da reflexão da janela,
aos que se identificaram.