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Olá!

Seja bem vindo(a) ao Xulispa, nêgo!
o site/weblog do Leonardo Silva.



Por que Xulispa? Estava o Léo e sua cabeleira eriçada passeando pelas ruas de Coronel Fabriciano quando grita o menino surpreso: "Xulispa, nêgo!" - Foi o suficiente para virar um apelido carinhoso. Se você nunca ouviu falar nessa pessoa chamada Leonardo Silva, melhor começar clicando em "quem?", <- aqui ou no menu de navegação ao topo ^. Este site foi desenvolvido para mostrar os trabalhos desenvolvidos por ele - o Léo, assim como seu histórico profissional, notícias, fotos, vídeos, entre outras coisas. Aliás, mais outras coisas. Geralmente, você encontrará os textos escritos em 1ª pessoa, pois é o próprio Leonardo quem fez e mantém este site. Sugestões de assuntos para serem abordados, críticas, opiniões, também são muito bem vindos. Para isso basta entrar em contato ou se preferir, envie um e-mail para xulispa@xulispa.com.br. Não deixe de conferir as outras áreas do site. Comente, deixe um recado no mural, envie por e-mail as coisas que gostou, vote nas enquetes, sinta-se em casa.


Um abraço cordial.



Concurso dá um gas na sua banda

gas

Isso aqui é para as bandas que estão com muita vontade de tocar. É um super street festival, aberto à inscrição de bandas para participar. Mas se sua banda é de fora de São Paulo e for selecionada, não ganha "cachê" e nem ajuda de custo pra transporte.

Não custa nada ler o regulamento...

tá no site: www.gasfestival.com.br

Preparando um poema II

chico chapéu

Foto de Naty Tôrres
Que Bicho Será? - Cia Navegante Teatro de Marionetes
Festival Para Gostar de Teatro - Mariana/MG
Poema inspirado - Preparando um poema II

...

mamãe pediu pra vir aqui
comprar três pacotes de versos.
quer os selecionados
e não os que são restos.

pediu também para levar acentos:
tils, crases e agudos diversos.
pode pegar bastante
daqueles acentos circunflexos.

ainda tem uma vírgula,
seis dois pontos
e dez exclamações!
também um par de reticências e...
levo pontos finais ou interrogações?

pode embrulhar tudo junto
que em casa a gente separa.
depois,
vá ver os poemas que minha mãe prepara.

...

Patch Adams no Brasil

patch

Recebi essa informação e acho de altíssima importância publicá-la aqui. ...

O médico americano imortalizado pelo filme com Robin Williams ("Patch Adams - O Amor é Contagioso") , que defende a humanização da medicina, volta a São Paulo para duas novas apresentações: .

03 de setembro

Palestra: Humor and Health (Humor e Saúde)

Em dois horários: 17h e 20h30 ( duração: 2h) .

04 de setembro

Workshop: What's your love strategy? (Qual a sua estratégia de amor?)

Horário único: 17h (duração: 4h )

Local: Clube Homs – Avenida Paulista, 735, São Paulo, SP

Com tradução simultânea e entrega de certificados (já incluídos no valor da inscrição) .

Informações e inscrições:

www.copatch.com

Nós

nos fazemos em células
juntemos moléculas
se-mos parte inteira definida
da qualidade da junção
permitindo dois
sermos um

sem papo ou com trela
carnaval e quaresma
deixemos íntegro
o caminho percorrido
ao destino
nossa divindade
sem medo algum

desejemos sem mazela
um ao outro
ou dele ao dela
com tudo ao todo
do ato de fato
larguemos o que foi duvidado
do dia nenhum

os versos
que sejam apenas restos
de nós

Me disseram que era pra eu ser assim. Eu acreditei.

tv

No início, tudo bem. Eu ainda era criança e era fácil me fazer ficar quieto. Erá só ligar a televisão e estava eu lá. Sentadinho, bonitinho, sem dar nem um 'piu'. Também não entendia direito o quê as coisas queriam dizer.

Em pouco tempo, os aparelhos eletrônicos foram ficando cada vez mais atrativos e a tv, com seu grande porte, se destacando. Foram super-heróis, vilões, mocinhas e palhaços que iniciaram os conceitos de acreditar. Não sabia porquê, mas queria ser igual a eles.

Logo os super-heróis e vilões começaram a aparecer sutilmente disfarçados de outros personagens. Eram pessoas da vida real, incorporadas. Mas isso não importa. O prazer de sentí-lo incorporado, com a possibilidade da mudança de personagem a qualquer instante é o mais importante.

Hoje é uma coisa que chega e toma conta. Alguns percebem. Talvez por isso tenha gente atuando sem ser ator. Não no palco. - Quero mais é ser super-herói disfarçado de bonzinho, o vilão mal humorado, a mocinha sedutora, o palhaço ladrão de mulher. - disse o senhor sabido e bem informado. Bom, ao menos ele se considerava sabido.

Vou acabar implantando silicone, fazendo tipo em festa chique, cuidando de bebum com ataque bad trip ou sendo o bonzinho de toda história.

O lance da jogada é marcar os pontos sem deixar o que é. Mesmo porque se deixar o que é, perde pontos.

Imitar é fácil.

--

aos que se identificaram

Ressoar

ressoar

corda de violão
eu toco com o dedo da mão
arranjo em cordas fracas
soa dentro da audição

com o dedo da mão
o canto sai do violão
uma linha inacabada
me distorce essa canção

um som aberto em curvas
linhas mal traçadas
entorpece a gente adentro
embriaga almas penadas

só escutar o som
entre as cordas do violão
infinitamente
a ressoar o som dessa canção

só ressoar no ar
o som da voz do violão
só ressoar no ar
o som da voz o som do violão
só ressoar no ar
o som da voz do violão
só ressoar no ar

Protesto ao aborrecimento

protesto

aquele teto não tem goteira
foi bem acabado
o sujeito que lá vive
não dorme com o chão molhado
sua mulher
quase vive na penteadeira
e sua filha
é uma moça linda
e pentelha

já naquele outro
o teto quase não mostra
por inteiro o céu
tem uma senhora que não gosta
do vizinho de baixo
do padeiro da esquina
nem paçoca
nem milho de pipoca
não gosta de música
e muito menos
de quem rima

mas embaixo desse teto
que vejo
sinto o corpo suado
tanta luz
que talvez esqueça
da hora do luar
da caneta
do pincel
do mundo que talvez aborreça
tanto
que não escreva mais neste papel

.

Não dê descarga se te puxarem a gravata

descarga

Na fila do supermercado, um senhor que não conheço mas que certamente mora no mesmo bairro que eu, falava com o amigo sobre falta de informação quando soltou essa: "Jovem dá descarga se puxar a gravata", preconceituosamente. Falta de informação pode ser um problema relacionado às pessoas em modo geral e às classes sociais, pela dificuldade ou falta de interesse ao acesso de informações. Não é uma questão de idade.

Foi quando começou nossa conversa:

L: Leonardo (eu)
S: o Senhor autor da frase
A: o Amigo do Senhor
C: a moça do Caixa do supermercado

--

L: Com licensa, senhores...
S e A: (olhar de espanto)
L: Não pude deixar de escutar a conversa sobre falta de informação...
A: E porquê você está escutando a conversa dos outros?
L: Ora senhor, pelo óbvio. Estou parado nessa fila com os senhores conversando alto a menos de dois metros de distância. Mas não é isso que...
A: Que rapaz folgado! Vai pra lá!
S: Dá uma folga a ele. (dizendo ao amigo)
L: Obrigado. É que os senhores estão equivocados quanto aos jovens.
S: Claro que não. Olha você, jovem e já abre a boca falando merda!
L: Não precisa me insultar mais. Quem estão com a boca aberta desde o início são os senhores.
C: Próximo!
A: É a gente.
S: Escuta aqui rapaz, não te conheço e você não pode falar assim comigo. Mais respeito!
L: Com todo o respeito senhor, não estou agredindo nem fazendo ameaças. Mas a conversa dos senhores está alta e atravessando meu espaço. Me sinto no direito de parcitipar e também me sinto ofendido por tanta generalização.
S: Tudo bem, rapaz. Só não vou dizer o contrário.
A: Você tá conversando com ele até agora? (dizendo ao senhor)
L: Não precisa. Mas quando se referir a um assunto que pode constranger de alguma forma as pessoas que estiverem ao seu redor, esteja aberto às manifestações que possa causar.
C: 22 reais e 37 centavos.
A: Cobra aqui. (à caixa)
S: E você, não se esqueça de dar a descarga... (vão saindo)
C: Próximo!
L: Claro senhor! Deixar de dar a descarga é um péssimo hábito!
L: (à caixa) Tem gente que é teimoso mesmo...
C: Eu não devo dar minha opinião, mas concordo com você. 24 reais e 90 centavos.
L: Aqui está. Obrigado. Tchau.
C: Próximo!

POLÊMICA - Artistas temem dividir recursos com igrejas

Notícia publicada no www.culturaemercado.com.br

28/05/2007 Carlos Minuano

A classe artística e grande parte do setor cultural, depois da polêmica criada recentemente com a Lei de Incentivo ao Esporte, teme agora ter que dividir recursos com as igrejas. A ameaça vem de um Projeto de Lei que tramita no Senado que propõe incluir os templos religiosos entre os beneficiários da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Para o autor da matéria, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), as religiões e seus templos devem ser reconhecidos como elementos do patrimônio cultural. Crivella é sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A controvérsia espalhou-se rapidamente na internet por meio de diversos textos de protesto que rechaçam a idéia do senador, e ainda na forma de uma petição eletrônica endereçada ao Congresso pleiteando que a Lei Roaunet continue a ser usada em favor da cultura brasileira e não para “trampolinagens pseudo-religiosas”, conforme argumenta o documento que já teve a adesão de milhares de pessoas. Se o projeto for aprovado, prossegue o texto, “templos de qualquer natureza ou credo religioso, também poderão ser beneficiados”.

Procurado por esta reportagem, Crivella por meio de sua assessoria, afirmou que a emenda apenas sugere uma alteração conceitual. “A religiosidade também é uma manifestação cultural, o texto propõe esse reconhecimento”, observou um assessor que não concordou em ser identificado. O senador, no entanto, parece esboçar um recuo ao pedir atenção para um detalhe do texto que, segundo ele, especificaria que os recursos apenas poderiam se utilizados em templos do século passado, tombados como patrimônio histórico.

Para a classe artística a defesa apresentada pelo político é uma forma de camuflar a verdadeira intenção. “O que o senador Crivella quer é um absurdo, se fosse realmente para preservação de patrimônio histórico então não seria necessário, já está na lei. Claro que a intenção é de abrir uma brecha”, ressalta Jô Soares. Ele aproveita para reclamar da falta de políticas que tornam o setor cada vez mais vulnerável. “Apesar do Ministério da Cultura estar sob a direção do [Gilberto] Gil, um dos maiores artistas brasileiros, e meu amigo, a atenção dada ao teatro e à classe artística é muito pequena”.

Outra voz indignada com o projeto do senador Crivella é a do ator e autor Juca de Oliveira. Ele observa que os recursos da Lei Rouanet são atualmente insuficientes para as demandas da cultura, e adverte para a as graves mazelas do setor. “Bibliotecas estão sucateadas, obras de arte encontram-se abandonadas em porões de museus, por falta de recursos para recuperação, jovens não conseguem realizar seus sonhos, não me refiro apenas ao teatro, mas à dança, à música e a outros meios de expressão artística, ainda assim o senador quer dar uma ‘mordidinha’ na Lei Roaunet”.

O senador Crivella procura justificar sua idéia afirmando no texto do Projeto de Lei que “nada expressa melhor a formação da cultura brasileira que o caldeamento das diversas religiões, seitas, cultos e seus sincretismos, que, durante séculos, moldaram o processo civilizatório nacional”. Por meio de seus assessores afirma ainda que os recursos seriam provenientes do mecenato, e que, portanto, não disputariam com a cultura. Para o produtor artístico Nilson Raman, o argumento só indica outro obstáculo a ser enfrentado: as distorções da Lei Roaunet. “Ela foi criada em um tripé: Fundo Nacional de Cultura [FNC], para os projetos que não tem visibilidade comercial; Mecenato para parcerias público-privadas e o Fundo de Incentivo Cultural à Arte [Ficarte], para atender grandes produções. Apesar disso, todos ficam no Mecenato, parece que só existem recursos do Mecenato”. O Projeto de Lei do senador Crivella aguarda para ser votado no plenário do Senado, se for aprovado segue para a Câmara, segundo informações da Subsecretaria de Comissões Permanentes do Senado.

Lei de Ocupação do Território Urbano com Atividades Artísticas

lei de ocupação

(foto de Paloma Parentoni)

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Hoje escrevo depois de ver no fórum do MUNDOCLOWN (www.mundoclown.com), uma dificuldade que a Rede Estadual de Teatro de Rua do Rio de Janeiro (Circo, Teatro, Mímica, Estátuas, Teatro de Bonecos, entre muitos outros) está encontrando junto aos órgãos competentes para liberação de praças, ruas e jardins.

Bom... Eu também fiquei pensando em tal lei. Depois de uma breve pesquisa não encontrei essa lei tão específica em lugar algum. Encontrei diversas leis de ocupação de solo, que se relacionam também com atividades artísticas.

Toda cidade brasileira deveria ter uma lei específica que incentiva a ocupação do território urbano com atividades artísticas. Que não somente incentive, mas também que mantenha.

Então eu voto pela Lei de Ocupação do Território Urbano com Atividades Artísticas, mesmo que ela ainda não exista.

Lugar de arte é junto ao público, onde for que esteja.

Na foto, eu, de perna-de-pau, na inauguração do Boulevar Arrudas em BH, dia 7 de março de 2007.