Fui direto ao ponto. Me encontrei. Achei o lugar do encontro. Da vista que tenho, mostro um pedaço. O suficiente para harmonizar uma melodia incompleta, dar a guia do princípio de ensaio.

Saí da avenida Ipiranga e foi seguindo a rua da Consolação que achei o tema da canção. Claro, depois do consolo imposto pelo cemitério, outras ruas e avenidas fizeram apto o caminho. Saltei de lado, chacoalhei, procurei jeito mais confortável, não teve como. Nas lombadas e olhos de gatos pisados de pneus que apareceu tesouro.

É mendigo dançarino, mano dando capote, interseção proibida, cachorro atropelado, punk de balada, boutique sex shop. No meio disso, um sarau embolado de arame sem farpa. Uma hora na demora de ir embora. Um poema musicado, uma bola, como em um costume antigo.

Pra se ver comigo, melhor ser meu amigo. Obrigado querido, por me indicar o caminho. Daqui pra frente eu parto sozinho. De um olhar desviado minha timdez toma conta e íntegro, acompanho, deixo que leve a companhia ao ponto.

Foi seguindo a rua da Consolação que comecei a ficar tonto. Agora tenho, o início da ópera, pronto.

Fase um da reflexão da janela,
aos que se identificaram.

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