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Relacionamento



Pra não dizer que não falei do amor

Coração em chamas

Subi no pedestal só pra ver como eram as coisas lá de cima. Gostei da adrenalina, desci pela humildade. Calei para não causar constrangimento, sem me sentir constrangido. Sentimento mexe com a gente e em muitos casos é fácil ser confundido. Saber separar não é dom. Consciência não é sinônimo de intelecto, muito menos de frieza. Evito o duplo sentido, para dar certeza. É mais difícil evitar as metáforas.

Penso em sentimento quando me falam sobre amor. Ninguém depende de outro para sentir. É interno. Assim como felicidade. Sentimento pode depender de situação, que por sua vez, foi relacionada a alguma pessoa, por ato, tragédia ou fato. Em sã consciência, digo que alguma pessoa não é diretamente ligada à situação, pois essa é criada internamente. Neste caso, alguma pessoa é como um objeto que apareceu no meio do caminho. Alguém para ser responsável.

Amor é incondicional. Por isso, não depende de palavras, e-mails, telefonemas, sms, proximidade, de pessoa ou situação. Não é labirinto e nem precisa ser descoberto. Amor sofrido não é amor. É redenção, imposição, propriedade, consumismo, qualquer coisa, menos amor. A metade da laranja se enroscou com o espremedor de suco e ficou esperando telefonema no dia seguinte, além de ter ficado oca. O espremedor de suco saiu molhado e se lavou, esperando outras metades. Os dois viveram felizes para sempre.

Nunca mais e para sempre são tempos impalpáveis, fora da nossa realidade. Já ouvi falar de alguns nomes que viveram a centenas de anos antes, mas do Uga Bando que fez descobertas incríveis para seu povo e que assobiava quando queria acasalar, ninguém fala.

Sincronia e relatividade podem ser concretos, prováveis e conscientes. Assim como o meu amor, que não é interferível, é independente e se cala quando durmo.

Não precisa entender.

Fase quatro da reflexão da janela,
aos que se identificaram.

Guia do sexo

Taí... um SPAM que eu não pude deixar de compartilhar:

Começa com o rementente: "@cresce". Tem tudo a ver com o início do sexo e alguns meses depois que acontece.
Lá na roça a gente sempre pulava a cerca para roubar goiaba e nunca era descoberto.
Nunca imaginei que sedução tinha Bíblia. Imagino o coordenador de uma orgia dizendo "Meteu uns cinco... ver seu c..." enfim.
Nem sabia que lidar com mulheres era arte. Pra mim, sempre foi natural.
Pênis tem segredo? Deixa eu perguntar pro meu. É... não respondeu.
Ginástica do prazer! Vamos transar na academia, gente!
Pompoarismo é só pra ter uma palavra bonita no meio disso tudo.
Cantada infalível deve ser do tipo aquela: "Aí mina! Seu pai é um pirata? Ele tem um tesouro em casa!"
Cara metade deve ser aquele personagem do Batman.
Sexo e Amor não é uma música da Rita Lee com o Arnaldo Jabor?
Orgasmo feminino desvendado... É, tenho quase certeza que alguns estão mais para "forçados". Ou seria "forjados"?

Vai entender essa besteira toda...

Pra ela(s)

eu gosto tanto dela(s)
ela(s)
bela(s)
me deixa(m) sem rumo
mesmo que eu não esteja ali

de tanto ver novela(s)
eu pensei
que ela(s)
fosse(m) um tipo
cinderela(s)
que me mostraria(m)
um pouco
talvez muito
mais de mim

não é conto de fada(s)
ela(s)
minha nossa
amada(s)
fica(m) sempre
mal humorada(s)
todo mês
sempre tarada(s)
se eu a(s) deixo
apaixonada(s)
com carícia(s)
beijo(s)
língua(s)
uma delícia
mas tem vez(es)
que não
é assim

prefiro sim
mostrar pra ela(s)
o quanto fico
tão sentido
quando ela(s)
por algum motivo
não pode(m)
me acompanhar
nesse poema
nesse jantar
de carne de panela
com mesa a luz de vela(s)
que eu carinhosamente
preparei
pra ela(s)

...

Mulher, parabéns pelo seu dia!

Quando o autor desse site fica muito tempo sem escrever, você:

A dádiva, vi

de longe
um sorriso reconhecido
gargalhou imenso
ao que possível
terceiro poderia imaginar
ter esquecido

veio interamente cheio
confiante
sem receio
de uma silhueta amiga
de um amigo
querido

davi
n'outro poema disse
é dádiva
eu vi
meu filho
mais que amado
melhor amigo

Hohoho e dois mil e oito é quase nove

"Ouié!"

Sei que já passou o Natal e como a ocupação, mesmo em datas tão específicas, toma conta de praticamente cem por cento do tempo, deixei atrasar minha mensagem.

Mas não me avexo não, baião de dois. Como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

É incrível como chega essa época, a "massa" começa a desejar boas coisas, festas, felicidades e o que mais for bom, para o próximo. Se minha caixa de e-mails já lota em qualquer época, fim do ano é uma loucura.

Eu desejo pra todo mundo, em qualquer época, boas festas e felicidades. Mas agora, estou seguindo o "fluxo": Que seus sonhos sejam mais bonitos e se realizem. Torço para que vida seja mais agradável, com mais humor e interatividade, entre todos esses que vivem em nosso planeta.

Tomara que o seu Natal tenha passado feliz e que o Ano a chegar seja também!

Ia colocar aquela imagem do "voto de boas festas", mas acho que tá meio batido.

Com carinho, do Leonardo Silva.

Ao ar, ventei

Ventei

Juntei tudo que podia, demorada e custosamente, pra depois desfazer o resto. Calculei exato, em equação inteira, o gosto da umidade. Compartilhei a temperatura de meu corpo, suei quando estava frio. Sem segundas intenções. Só queria plainar. Por qualquer quantidade de tempo que fosse, desde que íntegro, fosse. Mesmo sabendo dos fatores que interferem diretamente no eu inteiro, limpo e puro, me soltei.

Expira... inspirei.

Árvore, por favor, multiplique-se. Quero mais de você. Deixe a timidez de lado e apareça mais. Não tem pulmão, nariz, roupa larga, nem pele macia que me aguente. Só folha que me entende. Ela que me massageia, me limpa, saboreia. Tudo bem que se eu não peço, ela não me norteia. Fica quieta, na sua. Mas é a única que sempre me espera e sofre quando uma mão diferente da minha mexe com ela. Sofre tanto que diminui de quantidade, de tamanho. Eu também acabo sentindo com isso, pois esbarro em motocicleta, semáforo, coração despedaçado, pilastra.

Do céu, saltei. Ao ar, ventei. Não tem como ser de outro jeito, meu bem. Sou instável, impalpável. Dependo de uma série de situações para estabelecer qualquer definição. Mesmo assim, cada esquina sou diferente. Meu humor incontrolável, é meu adorável, amor. Minha capacidade é infinita. Assim, de brincadeira, bagunço seu cabelo, levanto sua saia, tiro o seu chapéu e na sombra lhe faço frio. Sem pensar duas vezes. Na maior sem vergonhice. Só peço que não me irrite. Posso levar a sério e secar. Terá dificuldade de respirar. Posso realmente me descontrolar. Trazer a terra pro mar.

Considere. No espaço, sou rei.

Mas não pense que eu sou sempre assim. Tenha certeza. Também não tente mudar o que a natureza fez. Me respeite. Antes que qualquer coisa existisse, lhe respeitei. Disso, nunca deixei. Parei e lhe proporcionei, completo, uma necessidade do seu corpo. Sem pedir nem querer nada em troca.

Inspira... soprei.

O que faço, é a única coisa que sei. Com todos eu troco, porque diferente disso, não farei. Demorei, mas percebi que quando volto a um lugar pela segunda vez, me alterei. Natural. Ser de outro jeito, não sei. Até mesmo se quiser me preservar num pote, igual, nunca serei.

Na hora em que tudo estiver organizado, esclarecido e livre de conceito equivocado, não me avise. Perceberei. Sentirei, a cada mutação minha, a percepção sua. Incluso vice e versa. Completo, refiz o início.

Espirra... Saúde.

Na foto, Deby, que gentilmente cedeu a imagem.

Um certo marido

Marido e Mulher

Chegou pra mim por e-mail, intitulado "Desabafo de um bom marido", referenciando a autoria a Luiz Fernando Veríssimo. Não sou o maior conhecedor de Veríssimo, mas duvido que seja de autoria dele. Está até bem escrito, mas o "jogo" (além de umas vírgulas em lugar inadequado - que fiz questão de deixar - e algumas expressões "óbvias") não tem muito a ver com Veríssimo. Se for, desculpa aí, Fernandão. Vou ler mais seus livros.

Não sou casado, mas o texto é esse:

...

Minha esposa e eu sempre andamos de mãos dadas. Se eu soltar, ela vai às compras.

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica. Então ela disse: "Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar". Daí, comprei uma cadeira elétrica.

Eu me casei com a "Sra. Certa". Só não sabia que o primeiro nome dela era "Sempre".

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la. Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.

Ela perguntou: "O que tem na TV?" E eu disse "Poeira".

No começo Deus criou o mundo e descansou. Então, Ele criou o homem e descansou. Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo. Mas eu sempre acabava tendo outra coisa pra cuidar antes, o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim. Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.

Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura. Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa. Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei. "- Quando você terminar de cortar a grama," eu disse, "você pode também varrer a calçada." Depois disso não me lembro de mais nada.

Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.

"O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido..."

...

Revendo: Vírgula antes de "e", liquidificador elétrico (alguém conhece um liquidificador que não seja elétrico?), aspas, hífens, fora os parágrafos (que eu organizei)... Isso não é Luiz Fernando Veríssimo nem aqui, nem na China.

Senhor autor, por favor, identifique-se para que eu possa dar os créditos devidos.

Seu(ua) parceiro(a) foi viajar. Quanto tempo você o(a) espera?

Esquisito é sempre o outro

Pôr do sol da janela

Claro! Sem dúvidas! Eu que não serei tachado de esquisito!

Melhor atribuir a esquisitice a um ente querido, um parente, um amigo, a pessoa mais próxima. Ao filho que passa meses sem telefonar para a mãe, ao pai que muito custosamente consegue se aproximar do filho, ao irmão que dificilmente fala com a irmã, ao sobrinho que até hoje não foi visitar o tio, ao sobrinho que demora a entregar um serviço pro tio, ao sobrinho que discorda da tia, ao primo que não marca encontro com a prima, ao primo que não dá assistência ao primo, ao amante que não conversa com a amante, ao amante que fica calado quando está com a amante, ao amante que não fala com a amante, ao amigo solidário ausente, ao distinto ser que perambula migalhando de capital em capital sem medo, trocando miúdo por menor ou maior, de peito aberto ao atravancado, quem sabe, odiado.

Se eu não atribuo a esquisitice a ninguém, o esquisito sou eu.

'tendeu?

Esquisito é sempre o outro.

Fase três da reflexão da janela,
aos que se identificaram.